Quando compras uma base numa loja física, podes testar um tom diretamente na pele, à luz do dia, antes de pagar. Online, esse teste não existe, por isso a decisão depende de outros elementos: uma base que já conheces e que serve de referência, uma fotografia tirada corretamente à luz do dia e a leitura conjunta das imagens de cada tom na página do produto. Seguindo estes três passos por esta ordem, reduzes bastante o risco de o tom que encomendas ser demasiado claro ou demasiado escuro. Se, ainda assim, não for o tom certo, tens como alternativa o prazo de devolução indicado na página do produto.
- Regista a cobertura e o resultado da base que usas atualmente, independentemente da marca, para servir de referência na comparação com o novo tom.
- Tira uma fotografia à luz do dia, junto a uma janela, na zona entre o queixo e o pescoço, com a pele limpa.
- Compara a imagem do frasco ou da textura com a imagem «aplicada no rosto» na página de cada tom, e não apenas com a cor na fotografia do produto.
- Verifica o prazo de devolução na página exata do tom que encomendaste, caso o tom seja diferente do que esperavas.
Porque é que o tom parece diferente no ecrã e na pele
A cor que vês numa fotografia depende da fonte de luz sob a qual foi tirada, e não apenas do pigmento real do produto. O mesmo objeto pode parecer branco à luz do dia e ligeiramente azulado ou alaranjado numa fotografia tirada sob outro tipo de lâmpada (fonte: Temperatura da cor, Wikipédia). As fotografias dos produtos são geralmente tiradas em condições controladas, mas um índice de reprodução de cor mais baixo na fonte de luz utilizada ainda pode fazer com que o tom na fotografia não corresponda exatamente à cor real do produto. Este índice mede precisamente até que ponto uma fonte de luz mostra fielmente as cores reais de um objeto, em comparação com uma fonte de referência (fonte: Índice de reprodução de cor, Wikipédia). Por isso, a fotografia na página do produto continua a ser um ponto de partida útil, mas não uma garantia exata da cor que vais receber em casa — um risco conhecido, aliás, em qualquer encomenda online, em que o produto recebido pode parecer ligeiramente diferente da fotografia publicada (fonte: Compras online, Wikipédia).
Além da profundidade da cor, cada base tem também um subtom (quente, neutro, azeitonado ou frio), e estes dois aspetos contam de forma diferente: é relativamente fácil perceber a profundidade numa boa fotografia, enquanto o subtom é mais difícil de identificar numa fotografia e confirma-se melhor por observação direta. Se ainda não sabes a que categoria de subtom pertences, os testes simples para identificar o subtom ajudam-te a restringir as opções antes de veres os números nos frascos.
Começa por uma base que já conheces
O ponto de partida mais seguro quando compras uma base sem a testar é a base que já usas ou usaste recentemente, independentemente da marca. Regista a cobertura — média, média a alta e assim por diante — e o aspeto do resultado na pele, porque essa é a referência real para comparar o novo tom. A numeração dos tons DIVAZ não corresponde à numeração de outras marcas, por isso um número igual noutro frasco não significa automaticamente a mesma cor; a referência importante é o resultado na pele, não o número no rótulo.

Por exemplo, a página da base Foundation 7 recomenda explicitamente este produto como ponto de comparação para quem já usa uma base líquida de cobertura média, indicando que o resultado dará à pele um aspeto mais luminoso. Este tipo de detalhe, escrito diretamente na página do tom, é mais útil do que comparar apenas o nome da cor.
O que fazer se nunca usaste uma base líquida
Se nunca usaste uma base líquida, a maquilhagem básica que usas habitualmente, um pó compacto ou um corretor podem servir como referência aproximada para a profundidade da cor, mesmo que a textura e a cobertura sejam diferentes das de uma base líquida. Continua a ser um ponto de partida aproximado, não uma correspondência garantida, mas ainda assim ajuda mais do que escolher ao acaso um número da lista.
Tira uma fotografia útil à luz do dia
A luz natural junto a uma janela mostra a cor real da pele com mais fidelidade do que uma lâmpada de interior ou o flash do telemóvel, precisamente devido à forma como a fonte de luz influencia a perceção da cor, explicada acima. A zona entre o queixo e o pescoço é útil para a comparação porque mostra se um tom também combina com a cor do pescoço, e não apenas com a da face, onde por vezes é mais difícil notar as diferenças. Uma fotografia tirada com a pele limpa proporciona o ponto de comparação mais claro quando a colocas ao lado das imagens de cada tom, porque não há uma camada de maquilhagem a alterar o tom de base.
Como interpretar as imagens na página do produto
Além da fotografia do frasco, cada página de tom DIVAZ inclui imagens que mostram o tom e a cobertura, bem como uma imagem do produto aplicado no rosto. A fotografia do frasco ou da textura não mostra o aspeto do resultado final na pele; para isso, tens de a comparar com a imagem «aplicada no rosto» do mesmo tom. A descrição da cobertura varia de tom para tom — alguns têm cobertura média, outros aproximam-se de uma cobertura alta —, por isso vale a pena comparar também a descrição, e não apenas a cor na fotografia, porque o mesmo tom pode ter um aspeto diferente consoante a espessura da camada aplicada.

A página da base Foundation 11 ilustra bem este aspeto: a imagem do tom e da cobertura mostra a cor e a textura em grande plano, enquanto a imagem da base aplicada no rosto mostra como a fórmula fica efetivamente na pele, com uma cobertura de média a alta. Vistas em conjunto, as duas imagens dão uma ideia mais clara do que qualquer uma delas isoladamente.
Porque não deves escolher apenas pela fotografia do frasco
Se hesitares entre dois números próximos — por exemplo, entre tons adjacentes que parecem semelhantes na fotografia do frasco —, anota ambos e compara-os um de cada vez com a tua fotografia tirada à luz do dia, em vez de escolheres logo um deles apenas com base na imagem do produto fechado. O frasco reflete a luz de forma diferente da pele, e as pequenas diferenças entre tons só ficam mais claras na imagem da base aplicada no rosto.
O que fazer se o tom não for o certo quando chegar
Uma comparação cuidadosa antes de encomendares reduz bastante a probabilidade de o tom não corresponder, mas não a elimina por completo, porque a luz e o ecrã introduzem sempre uma variação que não controlas totalmente. Por isso, verifica o prazo de devolução na página exata do tom que encomendaste: algumas páginas indicam explicitamente que se aplica à situação em que o tom é diferente do esperado, como alternativa caso o tom não seja o certo.
A página da base Foundation 23, por exemplo, indica explicitamente um prazo de devolução de 14 dias caso o tom encomendado seja diferente do que querias. A página da base Foundation 11 faz a mesma observação para a situação em que o tom é demasiado claro. Nem todas as páginas de tons incluem esta indicação explícita, por isso consulta sempre a página exata do tom que encomendaste, em vez de presumires que existe uma política geral válida para todos os produtos. Se o tom chegar a casa demasiado claro ou demasiado escuro e procurares passos concretos para corrigir o resultado com o que já tens, o guia dedicado a esta situação explica tudo em pormenor.
Conclusão
Quando compras uma base online, não a podes testar diretamente na pele antes de encomendares, mas a comparação com uma base que já conheces, uma fotografia tirada corretamente à luz do dia e a leitura conjunta das imagens na página de cada tom reduzem bastante a incerteza. Se também quiseres ver outros critérios para escolher uma base, além do tom, o guia com os critérios de escolha apresenta-os um a um. Depois de escolheres o tom, os passos de aplicação ajudam-te a obter o resultado que viste na comparação. Podes explorar toda a coleção de bases DIVAZ para veres todos os tons disponíveis ou os outros artigos do guia DIVAZ sobre subtom e aplicação.